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Sua construção é resultado do empenho generoso e da dedicação de muitas pessoas que acreditam na importância de fomentar e compartilhar conhecimento. Fotógrafos, pesquisadores, professores, profissionais do setor e técnicos uniram experiência, tempo e compromisso em torno de um objetivo comum: tornar este espaço uma fonte relevante de informação para todos que atuam ou se interessam pela pecuária bovina. A cada um que participou dessa construção, registramos nosso sincero agradecimento, com reconhecimento pela valiosa contribuição oferecida.

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Feiras e Exposições

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Interpretação de Dados

Conteúdos essenciais para compreender e analisar os dados de avaliação genética e reprodução bovina.

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Características, Índices e Sumários

Guia completo sobre características avaliadas, índices de seleção e sumários de touros com critérios de interpretação.

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Entenda as metodologias de avaliação fenotípica e genômica aplicadas ao melhoramento genético bovino.

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Menos boi e mais fêmeas retidas: o que esperar do preço do boi gordo em 2027?

Menos boi e mais fêmeas retidas: o que esperar do preço do boi gordo em 2027?

O mercado brasileiro do boi gordo entra no último trimestre de 2026 depois de um terceiro trimestre marcado por uma redução mais evidente no ritmo dos abates. O movimento foi consequência de uma combinação de fatores, envolvendo maior ociosidade da indústria frigorífica, ocupação mais baixa dos confinamentos em relação às expectativas iniciais e, principalmente, uma mudança gradual no comportamento do abate de fêmeas, com sinais mais claros de retenção. Mesmo com essa desaceleração, é importante destacar que o volume abatido permanece em níveis historicamente elevados, depois de um ciclo bastante intenso de descarte observado nos últimos anos. Essa mudança de comportamento ganha relevância justamente porque ocorre em um momento de transição do ciclo pecuário. Durante boa parte dos últimos anos, a elevada participação de fêmeas no abate foi determinante para sustentar uma produção expressiva de carne bovina. Agora, a menor presença dessas categorias, somada a uma ocupação menos agressiva dos confinamentos e à redução do ritmo de produção da indústria, começa a desenhar uma condição diferente para os próximos meses. Veja em primeira mão tudo sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo : siga o Canal Rural no Google News! O mercado físico ainda permite à indústria trabalhar de maneira disciplinada na composição das escalas, realizando compras pontuais e evitando, sempre que possível, movimentos mais agressivos de preço. Entretanto, os fundamentos para 2027 começam a apresentar uma configuração distinta. O pecuarista encontra uma reposição mais cara, a retenção de fêmeas ganha força e o rebanho brasileiro passa a apresentar uma trajetória diferente daquela observada durante sua fase de expansão. Mesmo com o abate ainda historicamente elevado, começam a surgir sinais importantes de mudança na estrutura do ciclo. A trajetória recente do rebanho brasileiro ajuda a dimensionar esse movimento. O país contava com aproximadamente 217,8 milhões de bovinos em 2020, iniciando a partir daquele momento um processo bastante consistente de expansão do efetivo. O rebanho alcançou 224,6 milhões de cabeças em 2021, avançou para 234,4 milhões em 2022 e atingiu aproximadamente 238,6 milhões de animais em 2023. Em apenas três anos, portanto, o Brasil adicionou mais de 20 milhões de bovinos ao seu rebanho. O ponto de inflexão começa justamente depois desse período. Em 2024, o rebanho ficou praticamente estável, próximo de 238,2 milhões de cabeças, enquanto em 2025 apresentou uma redução mais importante, para aproximadamente 234,3 milhões . Para 2026, Safras & Mercado trabalha com um efetivo ao redor de 232,1 milhões de bovinos. Dessa maneira, entre o pico observado em 2023 e a projeção para este ano, o rebanho brasileiro pode apresentar uma retração acumulada próxima de 6,5 milhões de cabeças. Naturalmente, não podemos transformar uma redução do rebanho em uma leitura automática de menor volume de boi gordo disponível para a indústria. O efetivo representa o estoque de animais do país, enquanto o fluxo para abate depende de uma combinação bastante mais ampla de fatores, envolvendo participação das fêmeas, natalidade, retenção de matrizes, produtividade, idade de abate, confinamento e velocidade de terminação dos animais. Mesmo assim, a mudança de trajetória do rebanho é um sinal importante justamente porque ocorre simultaneamente a uma redução mais clara na participação das fêmeas nos abates. Esse processo começa a oferecer uma leitura diferente para 2027. Durante os últimos anos, a elevada participação de vacas e novilhas no abate contribuiu para sustentar um fluxo importante de animais para a indústria, mas também reduziu gradualmente a base de matrizes disponível para a produção futura de bezerros. Agora, à medida que o preço da reposição reage e a retenção volta a fazer sentido econômico, parte dessas fêmeas retorna ao sistema produtivo. Rebanho do Centro-Oeste A distribuição regional do rebanho também apresenta mudanças importantes e ajuda a entender de maneira mais ampla o processo de transformação da pecuária brasileira. O Centro-Oeste continua sendo a principal referência da bovinocultura de corte no país, tanto pelo tamanho do rebanho quanto pela concentração de frigoríficos e pela importância da região no mercado exportador. Entretanto, o efetivo regional apresenta uma redução importante nos últimos anos. O rebanho do Centro-Oeste passou de aproximadamente 74,9 milhões de cabeças em 2024 para 72,2 milhões em 2025. Para 2026, a projeção de Safras & Mercado aponta para algo próximo de 68,5 milhões de animais. A redução chama atenção, mas novamente não pode ser interpretada apenas como uma consequência do ciclo pecuário. Existe também um processo estrutural de transformação no uso da terra, principalmente nas regiões em que a agricultura apresenta maior rentabilidade por hectare. Áreas tradicionalmente destinadas à pecuária vêm gradualmente sendo ocupadas por outras atividades, com destaque para a soja, além do milho e do algodão. Esse movimento é particularmente relevante no Centro-Oeste, onde a valorização da terra e a forte competitividade da agricultura aumentam de maneira bastante significativa o custo de oportunidade da pecuária extensiva. Em outras palavras, manter grandes áreas de pastagem com baixa produtividade se torna cada vez mais difícil quando existe a possibilidade de utilização daquela mesma terra para culturas que apresentam uma receita muito superior por hectare. Nesse contexto, a redução do espaço destinado à pecuária não significa necessariamente uma retração equivalente na produção de carne. O que observamos é um processo bastante claro de intensificação da atividade. A pecuária brasileira passou a trabalhar com recuperação de pastagens, maior suplementação, avanço da genética, integração lavoura-pecuária, semiconfinamento e confinamento, elevando gradualmente a quantidade de arrobas produzidas dentro de uma mesma área. Esse ganho de produtividade é fundamental para entender a dinâmica atual. A atividade deixa de depender exclusivamente de uma expansão horizontal, baseada na incorporação de novas áreas, e passa a buscar maior produção por hectare. O pecuarista precisa aumentar a taxa de lotação, reduzir a idade média de abate, melhorar o ganho médio diário dos animais e acelerar o giro da propriedade. Quanto maior o valor da terra, maior a necessidade de eficiência. Esse processo é particularmente evidente no Centro-Oeste. A região não necessariamente perde importância dentro da pecuária brasileira, mas passa a operar sob uma lógica diferente. Áreas de menor produtividade podem migrar para soja ou outras culturas, enquanto as propriedades que permanecem dedicadas à bovinocultura precisam trabalhar com sistemas mais intensivos para continuar competitivas. Nesse sentido, a redução do rebanho regional precisa ser analisada em conjunto com o ganho de produtividade e não de maneira isolada. Ao mesmo tempo, existe uma redistribuição gradual da pecuária brasileira para outras regiões. O avanço observado no Nordeste é relativamente previsível dentro dessa lógica, principalmente em estados como Maranhão e Piauí, além de outras áreas que ainda apresentam custo da terra mais competitivo quando comparado aos principais polos produtores do Centro-Oeste. Naturalmente, Maranhão e Piauí também convivem com uma forte expansão agrícola, principalmente nas áreas que fazem parte do Matopiba, onde a soja ganhou espaço de maneira bastante significativa nas últimas décadas. Mesmo assim, ainda existem regiões com menor pressão sobre o preço da terra e boas condições para o desenvolvimento da pecuária, especialmente nas etapas mais extensivas do sistema produtivo. Esse movimento tende a ser particularmente importante para a cria. Trata-se de uma atividade que exige maior disponibilidade de área e normalmente apresenta uma produção de receita por hectare inferior à encontrada em sistemas mais intensivos de recria e engorda. Dessa maneira, regiões onde o valor da terra permanece relativamente mais baixo encontram uma vantagem econômica importante para a manutenção e expansão dessa atividade. O resultado pode ser uma especialização regional cada vez maior da pecuária brasileira. Áreas com custo de terra mais baixo tendem a ganhar competitividade na cria e em sistemas mais extensivos, enquanto regiões onde a agricultura pressiona o valor da terra caminham para modelos de produção mais intensivos, com maior utilização de tecnologia e maior produtividade por hectare. Essa mudança também precisa ser incorporada à discussão sobre o tamanho do rebanho. O Brasil pode continuar produzindo volumes elevados de carne bovina mesmo com uma estabilização ou redução do efetivo total, desde que o ganho de produtividade compense parte dessa retração. O número de cabeças isoladamente perde capacidade de explicar a produção quando o sistema passa a trabalhar com animais abatidos mais jovens, maior taxa de lotação e maior produção de arrobas por hectare. Em contrapartida, o avanço da produtividade também exige investimento. Intensificar uma propriedade demanda maior utilização de insumos, suplementação, manejo, genética e estrutura. Além disso, o custo de aquisição da reposição voltou a subir de maneira importante, alterando a relação de troca para recriadores e invernistas. Quanto maior o preço do bezerro, maior precisa ser a eficiência do sistema para preservar as margens. O comportamento da reposição começa justamente a antecipar essa mudança. Considerando uma referência de oito arrobas por cabeça, o preço médio do bezerro saiu de aproximadamente R$ 281,50/@ em 2024 para R$ 380,70/@ em 2025. Em 2026, a média disponível já supera R$ 430/@. A recuperação é bastante expressiva e começa a modificar a dinâmica de compra daqueles produtores que pretendem terminar os animais ao longo de 2027. Esse é provavelmente um dos pontos mais importantes neste momento. O produtor que compra um bezerro hoje não está tomando sua decisão com base no preço atual do boi gordo, mas na expectativa de quanto receberá pela arroba no momento da venda. Se o custo de entrada aumenta de maneira significativa, será necessário encontrar um preço de saída compatível ou elevar a produtividade do sistema para preservar a rentabilidade. Preços em 2027 Mantidas as condições atuais, a perspectiva para o boi gordo é de alta ao longo do quarto trimestre de 2026, com possibilidade de continuidade do movimento no início de 2027. Em um cenário sem gestão da cota chinesa, o importador tende a ampliar as compras, reforçando a demanda justamente em um momento de menor ritmo de abates e maior retenção de fêmeas. Esse conjunto de fatores tende a sustentar a valorização da arroba nos próximos meses. Eventuais sobressaltos nas exportações podem limitar temporariamente a intensidade do movimento, provocando períodos de acomodação ao longo do quarto trimestre. Ainda assim, o cenário-base permanece construtivo para o final de 2026 e início de 2027, com viés de alta para os preços. Para 2027, Safras & Mercado trabalha com uma pequena recuperação do rebanho brasileiro, para aproximadamente 233,8 milhões de cabeças . À primeira vista, o aumento poderia ser interpretado como uma sinalização de maior volume de animais. O problema está justamente na dinâmica necessária para que esse crescimento aconteça. Para o rebanho aumentar será preciso reter fêmeas, e uma vaca ou novilha destinada novamente à reprodução é um animal que deixa de chegar à escala de abate. Dessa maneira, podemos ter um crescimento do rebanho simultaneamente a uma redução no fluxo de animais para a indústria. Essa é uma característica bastante típica da inversão do ciclo pecuário e provavelmente será um dos principais fundamentos a serem acompanhados ao longo do próximo ano. Além disso, o custo da reposição e a disputa pela utilização da terra tendem a acelerar o processo de intensificação. Produzir mais arrobas por hectare deixará cada vez mais de ser uma escolha e passará a ser uma necessidade econômica, principalmente nas regiões onde soja, milho e algodão continuam valorizando o custo de oportunidade das áreas de pastagem. Portanto, o mercado brasileiro de boi gordo entra no último trimestre diante de uma situação bastante particular. O abate apresenta uma desaceleração mais evidente depois dos níveis extremamente elevados observados anteriormente, mas continua historicamente alto. Ao mesmo tempo, a maior ociosidade da indústria, a menor ocupação dos confinamentos e, principalmente, a retenção mais clara de fêmeas começam a alterar gradualmente a dinâmica do ciclo pecuário. Quando ampliamos o horizonte da análise, os fundamentos apresentam uma configuração bastante diferente. O rebanho nacional recuou em relação ao pico observado em 2023, o Centro-Oeste perde espaço relativo diante da competição com a agricultura, a pecuária passa por um processo crescente de intensificação, novas regiões ganham espaço em função de um custo da terra mais competitivo e a reposição volta a apresentar uma valorização bastante significativa. Nesse contexto, ainda é cedo para falar em uma restrição severa de animais. Entretanto, também fica cada vez mais difícil trabalhar com a mesma percepção de abundância observada nos últimos anos. O boi disponível continua pertencendo à realidade de 2026. A decisão de quem compra reposição, retém uma matriz ou investe na intensificação da propriedade, entretanto, já está sendo tomada com os olhos em 2027. *Fernando Henrique Iglesias é coordenador do departamento de Análise de Safras & Mercado , com especialidade no setor de carnes (boi, frango e suíno) O Canal Rural não se responsabiliza pelas opiniões e conceitos emitidos nos textos desta sessão, sendo os conteúdos de inteira responsabilidade de seus autores. A empresa se reserva o direito de fazer ajustes no texto para adequação às normas de publicação. O post Menos boi e mais fêmeas retidas: o que esperar do preço do boi gordo em 2027? apareceu primeiro em Canal Rural .

05 de out. de 2026Canal Rural
Boi gordo: veja como a arroba se comportou no pós-eleição

Boi gordo: veja como a arroba se comportou no pós-eleição

O mercado físico do boi gordo abre a semana mantendo trajetória de alta, sustentado pela oferta restrita de animais e pelo posicionamento desconfortável das escalas de abate, que permanecem concentradas entre cinco e sete dias úteis. Segundo o analista da consultoria Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias, a necessidade de recomposição das programações mantém os frigoríficos ativos nas compras e favorece novos reajustes. Veja em primeira mão tudo sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo :   siga o Canal Rural no Google News! “As indústrias de maior porte também passaram a elevar suas indicações, embora ainda exista uma importante dispersão entre os valores praticados pelas diferentes unidades. Nesse ambiente, a perspectiva permanece favorável à valorização da arroba no curto prazo”, ressalta. Preços médios da arroba do boi São Paulo: R$ 366,42 Goiás: R$ 353,57 Minas Gerais: R$ 360,29 Mato Grosso do Sul: R$ 358,30 Mato Grosso: R$ 341,62 Mercado atacadista O mercado atacadista de carne bovina iniciou a semana com preços inalterados. Segundo Iglesias, a entrada dos salários na economia pode favorecer a reposição entre o atacado e o varejo nos próximos dias. “No entanto, o potencial de valorização permanece limitado pela maior competitividade das proteínas concorrentes. A carne de frango, os cortes suínos e os ovos continuam oferecendo alternativas mais acessíveis ao consumidor”, assinalou. Quarto dianteiro: R$ 22,00 por quilo Quarto traseiro: R$ 28,00 por quilo Ponta de agulha: R$ 20,50 por quilo Câmbio O dólar comercial encerrou a sessão com baixa de 4,11%, sendo negociado a R$ 5,0018 para venda e a R$ 4,9998 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 4,9525 e a máxima de R$ 5,0075. O post Boi gordo: veja como a arroba se comportou no pós-eleição apareceu primeiro em Canal Rural .

Embrapa lança IA que ajuda pecuarista a escolher reprodutores para o rebanho

Uma nova ferramenta de Inteligência Artificial (IA) promete facilitar a escolha de reprodutores e o planejamento de cruzamentos em rebanhos da raça Brangus. A tecnologia permite que o pecuarista faça perguntas em linguagem comum e receba indicações de animais de acordo com características como ganho de peso, desempenho na desmama e até resistência ao carrapato. Veja em primeira mão tudo sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo : siga o Canal Rural no Google News! Batizada de Brangus+IA , a ferramenta foi desenvolvida pelo Laboratório de Bioinformática e Estatística Genômica (Labegen), da Embrapa Pecuária Sul (RS), em parceria com a Associação Brasileira de Brangus (ABB). O sistema integra o Brangus+, programa oficial de melhoramento genético da raça, e está disponível gratuitamente na plataforma do programa. Por meio de uma interface de chat, o produtor pode fazer desde perguntas sobre conceitos de genética até consultas para auxiliar diretamente na tomada de decisão dentro da propriedade. A IA interpreta as perguntas feitas em linguagem natural e pode apresentar as respostas em textos, tabelas ou gráficos. “É especializada em fornecer respostas relacionadas ao programa de melhoramento genético da raça Brangus, o Brangus+. Além de realizar diferentes tipos de pesquisa ali, o usuário pode interagir com a ferramenta de modo a obter orientações específicas para o que ele busca com o melhoramento genético”, explica Henry Carvalho, analista da Embrapa Pecuária Sul e desenvolvedor do sistema. IA pode indicar touros conforme objetivo do produtor Uma das principais aplicações está na seleção dos reprodutores. Até então, para identificar animais ou material genético com as características desejadas, o criador precisava consultar as informações disponíveis ou entrar em contato com a Associação Brasileira de Brangus para pesquisar os animais com as melhores avaliações. Com a nova ferramenta, a consulta pode ser feita diretamente pelo produtor. É possível perguntar, por exemplo, “Quais os cinco touros com as melhores DEPs para peso e desmama?”. A IA consulta as informações e apresenta os resultados no formato solicitado pelo usuário. DEP é a sigla para Diferença Esperada na Progênie, indicador utilizado no melhoramento genético para estimar a capacidade de um animal transmitir determinada característica aos seus descendentes. A tecnologia também pode explicar outros conceitos importantes para quem ainda não domina as avaliações genéticas, como percentis e acurácia. A proposta é tornar as informações técnicas mais acessíveis e permitir que o pecuarista utilize os dados disponíveis no programa de maneira mais eficiente. Produtor pode combinar características Outra possibilidade é combinar diferentes atributos na mesma consulta. Um pecuarista interessado em animais que transmitam maior capacidade de ganho de peso e, ao mesmo tempo, resistência ao carrapato pode pedir à ferramenta que encontre os reprodutores que melhor atendam aos dois critérios. Também é possível atribuir pesos diferentes às características consideradas mais importantes. “O usuário pode pedir que a ferramenta selecione animais que tenham melhores índices de peso ao sobreano, atribuindo a essa característica peso 8, e que ao mesmo tempo sejam resistentes ao carrapato, com peso 2”, exemplifica Carvalho. Na prática, isso permite personalizar a seleção genética de acordo com as necessidades de cada propriedade e com os objetivos econômicos do sistema produtivo. Tecnologia transforma grande volume de dados em consultas Segundo a coordenadora de Projetos Técnicos da ABB, Maryelen Medianeira Martins Dutra, a ferramenta amplia as possibilidades de utilização dos dados gerados pelas avaliações genéticas. Os criadores podem combinar informações e estabelecer diferentes critérios de seleção, como encontrar animais posicionados em determinados percentis para características específicas. Dessa maneira, um grande volume de dados pode ser transformado em consultas direcionadas às necessidades de cada rebanho. Para a associação, a tecnologia também pode contribuir para a interpretação correta das avaliações genéticas, facilitar o entendimento das informações disponíveis para cada animal e fortalecer a tomada de decisões baseada em dados. A expectativa é de que os ganhos apareçam na eficiência dos programas de melhoramento, na valorização dos animais e no avanço genético da raça Brangus no país. IA continuará recebendo novos dados Antes de ser disponibilizada aos produtores, a ferramenta passou por um período de testes e ajustes. Um dos objetivos foi identificar tipos de perguntas que o sistema ainda não conseguia responder. Segundo Carvalho, foram encontrados poucos casos, resultado que, de acordo com o desenvolvedor, demonstrou a eficácia da ferramenta. A expectativa é de aprimoramento contínuo do Brangus+IA, com a inclusão de novos parâmetros e possibilidades de consulta conforme as necessidades apresentadas pelos usuários. O que é o Brangus+? O Brangus+ foi desenvolvido pelo Labegen, da Embrapa Pecuária Sul, em parceria com a Associação Brasileira de Brangus e lançado em 2023. O programa reuniu informações utilizadas nas avaliações genéticas da raça que anteriormente estavam distribuídas em quatro diferentes bancos de dados. Anualmente, o Sumário Brangus+ apresenta o ordenamento de touros jovens e fêmeas superiores de acordo com o desempenho dos animais no programa oficial de melhoramento genético. As informações auxiliam na escolha dos reprodutores com o objetivo de elevar a produtividade e a rentabilidade dos rebanhos. Entre as características consideradas estão rusticidade, eficiência alimentar, qualidade da carne e adaptação a diferentes condições de clima e pastagem. O programa também avalia peso ao nascer, peso à desmama, peso ao sobreano, perímetro escrotal, área de olho de lombo, espessura de gordura subcutânea, gordura intramuscular, peso de cortes comerciais, peso de carcaça, eficiência alimentar, ganho médio diário e resistência ao carrapato. O post Embrapa lança IA que ajuda pecuarista a escolher reprodutores para o rebanho apareceu primeiro em Canal Rural .

05 de out. de 2026
Canal Rural
Arroba do boi gordo sobe até R$ 10 e pecuaristas esperam novos reajustes

Arroba do boi gordo sobe até R$ 10 e pecuaristas esperam novos reajustes

O mercado do boi gordo encerrou a semana com preços firmes e maior volume de negócios, segundo análise do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). Em São Paulo, a arroba foi negociada entre R$ 360 e R$ 370, com lotes pontuais alcançando R$ 375. Veja em primeira mão tudo sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo : siga o Canal Rural no Google News! De acordo com o Cepea, apesar de a liquidez na quinta-feira ter sido menor que na quarta, o volume de negociações permaneceu em nível considerado razoável. A procura por animais no mercado spot aumentou e, diante dos preços mais firmes, pecuaristas também demonstraram maior disposição para negociar. Em São Paulo, as chuvas registradas recentemente em praticamente todo o estado chegaram a desacelerar pontualmente o ritmo dos negócios. Ainda assim, o mercado sustentou preços firmes, com reajustes diários na arroba. As escalas de abate permaneceram curtas, variando entre cinco e sete dias. A valorização também foi observada em outras praças pecuárias. Em Cáceres (MT), o preço do boi gordo registrou alta de até R$ 10 por arroba, com negócios entre R$ 330 e R$ 340. As escalas de abate variaram de cinco a oito dias. Em Rondônia, a arroba subiu R$ 5, e as negociações ocorreram entre R$ 340 e R$ 350. Segundo o Cepea, alguns pecuaristas continuaram aguardando novos reajustes antes de fechar negócios. As escalas ficaram entre cinco e 12 dias. Carne bovina também registra alta No mercado atacadista, os preços da carne bovina também permaneceram firmes, com ligeira valorização na maioria dos cortes com osso. No atacado da Grande São Paulo, a carcaça casada bovina fechou a R$ 24,82 por quilo à vista, acumulando alta de 1,5% na semana. O mercado de reposição também permaneceu aquecido. Mesmo com a redução do peso médio dos animais, característica do período de entressafra, os preços continuaram avançando. Na região de Bauru (SP), o bezerro foi negociado próximo de R$ 17 por quilo, enquanto o boi magro ficou entre R$ 400 e R$ 420 por arroba. Em Mato Grosso do Sul, o Indicador do Bezerro Cepea/Esalq registrou média de R$ 3.453,55 por cabeça, equivalente a R$ 17,45 por quilo à vista. O post Arroba do boi gordo sobe até R$ 10 e pecuaristas esperam novos reajustes apareceu primeiro em Canal Rural .

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