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Conheça nossa históriaA pecuária brasileira entra no segundo semestre de 2026 diante de um cenário marcado por restrições comerciais, novas exigências sanitárias e pressão sobre o consumo interno. Para Fernando Iglesias, coordenador de inteligência de mercado da Safras & Mercado , a combinação desses fatores deve manter a carne bovina em um patamar elevado de preços. “Não é esse ano que nós vamos comer picanha barata, não é em 2026 e também não é em 2027 pela questão do ciclo pecuário”, afirmou o analista durante entrevista ao Radar Rural , do Canal Rural. Segundo Iglesias, a carne bovina deve continuar ocupando um espaço mais restrito na mesa do consumidor brasileiro, especialmente entre as famílias de menor renda. Com o poder de compra pressionado e o endividamento elevado, a tendência é de maior procura por proteínas mais acessíveis, como frango, carne suína, ovos e embutidos. “A classe C e D vai apresentar essas dificuldades de consumo muito mais aparentes. A escolha dessas famílias vai recair sobre proteínas mais baratas”, explicou. Veja em primeira mão tudo sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo : siga o Canal Rural no Google News! China segue como principal desafio para a pecuária brasileira Um dos principais pontos de atenção do setor é a cota tarifária imposta pela China às importações de carne bovina brasileira. A medida, que entrou em vigor após uma investigação de salvaguarda iniciada em 2024, estabeleceu um limite de 1,106 milhão de toneladas para o Brasil em 2026. De acordo com Iglesias, o país foi um dos mais prejudicados pela decisão chinesa, ao lado da Austrália, porque recebeu uma cota inferior ao volume que tradicionalmente exportava. “A China quer reduzir a dependência da importação de carne, por isso buscou aumentar o leque de fornecedores dentro desse mercado global”, afirmou. Para o especialista, a estratégia chinesa vai além de uma proteção ao produtor local. O país busca fortalecer sua segurança alimentar e estimular a produção interna de proteínas no longo prazo. Apesar disso, ele destaca que a China continuará sendo o principal mercado da carne bovina brasileira. Atualmente, o país asiático representa quase metade das exportações brasileiras do produto. “Não é o volume europeu que vai substituir a China. A China é metade da exportação brasileira e vai seguir sendo o nosso carro-chefe”, disse. Europa pressiona por rastreabilidade na pecuária Outro ponto de preocupação é a exigência da União Europeia em relação ao controle do uso de antimicrobianos e à rastreabilidade dos animais. A partir de 3 de setembro de 2026, o bloco deve colocar novas restrições em prática nos próximos meses, aumentando a pressão para que o Brasil comprove todo o histórico sanitário do gado exportado. Iglesias explica que o desafio está na própria estrutura da cadeia produtiva brasileira, que envolve diferentes etapas e propriedades ao longo da vida do animal. “O mesmo animal pode ter vários donos ao longo da vida dele dentro das etapas de cria, recria e engorda. Isso torna a cadeia fragmentada e mais difícil de ter essa rastreabilidade”, afirmou. Segundo ele, a pecuária brasileira precisará de pelo menos dois anos para conseguir documentar completamente esse ciclo. Embora a União Europeia represente apenas cerca de 3% das exportações brasileiras de carne bovina, o mercado tem peso estratégico por influenciar outros compradores internacionais. “As decisões que a Europa toma em relação a rastreabilidade, leis ambientais e bem-estar animal acabam norteando decisões de outros países”, destacou. Rentabilidade do confinamento deve seguir positiva Mesmo diante das incertezas externas, Iglesias avalia que o confinamento deve continuar com resultado positivo em 2026. A margem, porém, tende a ser menor em comparação ao ano passado, principalmente pelo aumento dos custos de reposição. “A rentabilidade está menor do que em 2025, porque a reposição está mais cara, mas a dieta ainda acessível faz uma equação vantajosa para quem está terminando o gado”, explicou. Para o último trimestre, contudo, o analista não descarta novas altas na arroba do boi gordo, dependendo da combinação entre oferta restrita, demanda externa e consumo interno. “É bem possível que isso aconteça, pensando no período de retomada da cota chinesa, forte demanda dos Estados Unidos, auge do consumo no mercado interno e uma possível restrição de oferta”, avaliou. Planejamento deve ser prioridade para pecuarista Ao projetar os próximos anos, Iglesias reforçou que gestão e planejamento serão fundamentais para a atividade. “Planejamento tem que virar um mantra dentro dos grandes confinamentos”, afirmou. Segundo ele, ferramentas de proteção de preço, gestão de risco e comercialização podem ajudar o produtor a reduzir incertezas e preservar margens em um ambiente internacional cada vez mais competitivo. “O pecuarista precisa trabalhar com informação de qualidade. Uma notícia errada pode induzir ao erro e gerar prejuízo”, concluiu. Assista ao episódio completo do Radar Rural: O post ‘Não é neste ano que vamos comer picanha barata’, diz analista sobre mercado da carne apareceu primeiro em Canal Rural .
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A Associação Brasileira de Inseminação Artificial (ASBIA) e a Texto Comunicação anunciam o lançamento do Anuário ASBIA 2026, relatório completo do mercado de inseminação artificial, com destaque para a publicação, na íntegra, do INDEX ASBIA 2025.

A avaliação genômica vem transformando o melhoramento genético nos rebanhos em todo o Brasil. Com a análise do DNA, podemos prever características genéticas fundamentais para a seleção dos animais jovens e melhoradores. Em mais de duas décadas de trabalho na área, acompanho de perto o crescimento da tecnologia no país, especialmente nas raças leiteiras. Neste artigo, conto um pouco das vantagens da técnica em quatro pontos principais: redução de tempo, economia nos custos, maior precisão e ganhos reais em produtividade.