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Este Portal foi desenvolvido pela Associação Brasileira de Inseminação Artificial (ASBIA) para atender aos diversos segmentos do setor pecuário bovino, reunindo, de forma inédita, informações em um só ambiente, com o propósito de facilitar o acesso dos usuários e contribuir para uma consulta mais simples, prática e confiável.
Sua construção é resultado do empenho generoso e da dedicação de muitas pessoas que acreditam na importância de fomentar e compartilhar conhecimento. Fotógrafos, pesquisadores, professores, profissionais do setor e técnicos uniram experiência, tempo e compromisso em torno de um objetivo comum: tornar este espaço uma fonte relevante de informação para todos que atuam ou se interessam pela pecuária bovina. A cada um que participou dessa construção, registramos nosso sincero agradecimento, com reconhecimento pela valiosa contribuição oferecida.
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A ASBIA nasceu para organizar, fortalecer e dar voz ao setor de Inseminação Artificial no Brasil. Ao longo dos anos, construiu credibilidade reunindo conhecimento, dados e representatividade institucional que ajudam a guiar decisões e a impulsionar a evolução da pecuária.
Conheça nossa históriaUm brinco eletrônico pode funcionar como o ‘CPF’ de um bovino. Ele ajuda a identificar o animal, mas não conta sozinho toda a história da carne que chega ao consumidor. Para comprovar a origem do produto, as informações precisam acompanhar o percurso dentro da cadeia, da propriedade rural ao frigorífico e, depois, às etapas de processamento e comercialização. É nesse caminho que a rastreabilidade enfrenta um de seus principais desafios: reunir dados de diferentes etapas e manter a ligação entre a carne e sua origem. A tecnologia já permite conectar essas informações, mas o alcance do controle depende de como o sistema é aplicado e de quem participa dele. A Ecotrace Solutions, empresa de tecnologia voltada à rastreabilidade de cadeias produtivas, trabalha com esse modelo há sete anos. Segundo Flávio Redi, CEO e cofundador da companhia, a plataforma integra dados dos animais e das propriedades rurais a informações dos sistemas dos frigoríficos. A partir daí, acompanha o produto durante o processamento, a identificação das caixas, a distribuição e a venda. O sistema utiliza integrações entre plataformas para reunir os registros e blockchain para preservar a integridade das informações. Na prática, a proposta é permitir que os dados de cada etapa sejam associados ao produto, sem depender de um único sistema para registrar toda a operação. De acordo com o Redi, a tecnologia está presente em quase 80 plantas industriais, unidades e centros de distribuição. O serviço também pode incluir verificações socioambientais das propriedades fornecedoras, conforme protocolos definidos para cada operação. “Quando vêm os dados da propriedade, a gente faz uma verificação socioambiental baseada em alguns protocolos. Checa se a propriedade tem área de desmatamento, se há trabalho escravo e outras questões, e gera um laudo”, explica. Rastrear por lote não é o mesmo que identificar cada produtor A capacidade de reunir informações, porém, não significa que toda carne seja rastreada individualmente até o produtor que criou cada animal. Em operações de commodities, o controle costuma ser feito por lote. Veja em primeira mão tudo sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo : siga o Canal Rural no Google News! Nesse modelo, é possível identificar o conjunto de produtores que forneceu animais em determinado período, mas não necessariamente associar cada produto vendido a um fornecedor específico. O rastreamento individual exige projetos próprios e mudanças na organização dos registros e dos processos. “Quando a gente fala de commodity, só consigo fazer a rastreabilidade por lote. Sei a relação de produtores daquele dia. Em alguns projetos especiais, conseguimos fazer produtor a produtor. É uma linha diferente, mais lenta”, afirma o executivo. A diferença importa porque as exigências de compradores internacionais podem variar conforme o mercado, o produto e o protocolo adotado. Ter informações sobre um grupo de fornecedores não equivale, necessariamente, a comprovar a origem de cada animal ou demonstrar que todas as etapas atendem a determinado requisito. A identificação individual também depende de registros confiáveis na fazenda e da continuidade dessas informações quando os animais passam por outras propriedades ou chegam à indústria. Uma ferramenta pode organizar os dados disponíveis, mas não substitui as informações que precisam ser coletadas e mantidas ao longo da cadeia. Quem paga pela rastreabilidade? Outro obstáculo está no incentivo econômico. De acordo com Redi, o produtor não paga diretamente pelo serviço da Ecotrace. Em determinadas operações, o custo fica com o importador, que remunera a empresa com base no volume de carne rastreada. Mas isso não significa que o pecuarista recebe necessariamente mais pelo animal por manter registros e cumprir exigências adicionais. Para o executivo, a falta de remuneração é um dos principais entraves à adesão. “Porque o maior gargalo é não ter remuneração. Por que eu vou fazer se não ganho nada por isso?”, questiona. Redi também avalia que o governo tem papel importante na comprovação das exigências sanitárias e de produção cobradas por mercados externos. “Os países que estão importando do Brasil querem uma chancela do governo. Então, tem que partir do governo”, afirma. Inteligência artificial amplia o controle na indústria Além de conectar dados, a Ecotrace utiliza câmeras com inteligência artificial para analisar características das carcaças em frigoríficos. Segundo a empresa, a tecnologia identifica visualmente situações como contusões, falhas operacionais e diferenças na cor da gordura. A ferramenta funciona como apoio à inspeção: o algoritmo analisa as imagens e classifica ocorrências que também podem ser observadas por trabalhadores. A companhia informa que esse sistema está instalado em 16 plantas na América do Sul, no Brasil, no Paraguai e na Argentina. Redi estima que a implantação das câmeras custe de R$ 250 mil a R$ 300 mil por planta, além das despesas recorrentes com suporte, manutenção e atualização. O exemplo mostra que ampliar o controle exige investimento, tanto para instalar a tecnologia quanto para mantê-la funcionando. Exigências internacionais pressionam a cadeia A discussão sobre rastreabilidade ocorre em meio ao aumento das exigências dos mercados compradores. Em 3 de setembro, a União Europeia suspendeu a importação de carne bovina brasileira por considerar insuficientes as garantias apresentadas pelo Brasil sobre o cumprimento das regras europeias para o uso de antimicrobianos na produção animal. A medida também atingiu outros produtos, como mel e pescados. As exigências sanitárias relacionadas aos antimicrobianos são diferentes das regras ambientais para combater o desmatamento. Essa segunda frente inclui o Regulamento da União Europeia para Produtos Livres de Desmatamento ( EUDR, na sigla em inglês ), que faz parte da agenda ambiental do bloco, associada ao Pacto Ecológico Europeu, conhecido como Green Deal . O EUDR abrange produtos ligados a commodities como gado, soja, café, cacau, madeira, borracha e óleo de palma. Os operadores abrangidos pela norma precisam comprovar que os produtos não estão associados ao desmatamento e que foram produzidos de acordo com a legislação aplicável. As regras também preveem a rastreabilidade até a área de produção. A aplicação está prevista para 30 de dezembro de 2026 para operadores de médio e grande porte e para micro e pequenas empresas já abrangidas pela antiga legislação europeia sobre madeira. Para as demais micro e pequenas empresas, o prazo é 30 de junho de 2027 . O post Rastreabilidade bovina: tecnologia conecta dados da fazenda ao consumidor apareceu primeiro em Canal Rural .
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A Associação Brasileira de Inseminação Artificial (ASBIA) e a Texto Comunicação anunciam o lançamento do Anuário ASBIA 2026, relatório completo do mercado de inseminação artificial, com destaque para a publicação, na íntegra, do INDEX ASBIA 2025.

A avaliação genômica vem transformando o melhoramento genético nos rebanhos em todo o Brasil. Com a análise do DNA, podemos prever características genéticas fundamentais para a seleção dos animais jovens e melhoradores. Em mais de duas décadas de trabalho na área, acompanho de perto o crescimento da tecnologia no país, especialmente nas raças leiteiras. Neste artigo, conto um pouco das vantagens da técnica em quatro pontos principais: redução de tempo, economia nos custos, maior precisão e ganhos reais em produtividade.